Presidente egípcio pede formação de novo gabinete

O novo presidente o Egito, Abdel-Fattah el-Sisi, o pediu ao primeiro-ministro que forme um novo gabinete de governo nesta segunda-feira, dando continuidade à transição, no mesmo dia em que mais de 100 partidários do presidente deposto no ano passado, Mohammed Morsi, foram sentenciados a uma anos de prisão no mais recente julgamento em massa do país.

Agência Estado

09 de junho de 2014 | 11h49

O premiê interino Ibrahim Mahlab apresentou sua renúncia e a de seu gabinete, uma medida cerimonial após a posse do novo presidente. A televisão estatal disse que el-Sisi pediu a ele que volte ao cargo e forme um novo governo.

Mahlab esteve no cargo nos últimos cinco meses e foi a segunda pessoa a ocupar o posto desde que el-Sisi depôs Morsi, o primeiro presidente democraticamente eleito do Egito, após enormes protestos contra o líder e a Irmandade Muçulmana, grupo ao qual ele pertence.

Em seu discurso de posse, no domingo, el-Sisi prometeu construir um futuro mais estável após três anos turbulentos. Ele afirmou que não haverá tolerância com aqueles que pegaram em armas contra o governo e os egípcios, uma referência velada aos partidários de Morsi. O governo passou a considerar a Irmandade Muçulmana uma organização terrorista, acusação negada pelo grupo, que afirma se tratar de uma justificativa para eliminar a Irmandade como força política.

Desde a queda de Morsi, em julho do ano passado, seus partidários têm realizado manifestações quase diárias que são fortemente reprimidas pelas forças de segurança. Centenas de pessoas já morreram e milhares foram detidas.

Morsi e a maioria da liderança da Irmandade Muçulmana estão presos e são réus de uma série de casos, a maioria relacionada à violência associada aos protestos.

Nesta segunda-feira, um tribunal do Cairo sentenciou 112 supostos partidários de Morsi a um ano de prisão sob acusação de ataque a cidadãos durante os protestos de 25 de janeiro, realizados para lembrar o terceiro ano do início do levante de 2001 que depôs o presidente Hosni Mubarak. Fonte: Associated Press.

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