Presidente egípcio promete derrotar terrorismo

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, prometeu nesta quinta-feira derrotar o terrorismo enquanto investigadores sondam se os corpos encontrados nos locais dos atentados desta semana na Península do Sinai pertencem a terroristas suicidas. "Somos perseguidos por um terror cego e ninguém é imune de sua maldade", disse Mubarak em um discurso na televisão, dois dias depois que dois terroristas suicidas atacaram policiais no norte do Sinai, e três dias depois das explosões que mataram 21 pessoas no balneário de Dahab. "A segurança e estabilidade do país é uma linha que não permitirei que ninguém cruze", afirmou o presidente. Sobre os recentes incidentes violentos entre a maioria muçulmana e minoria cristã, Mubarak criticou duramente "as forcas de extremismo e fanatismo", afirmando que elas estão tentando prejudicar a unidade da sociedade egípcia. Investigações O Ministério do Interior não divulgou detalhes de sua investigação sobre as três explosões na segunda-feira em Dahab, mas investigadores no Sinai dizem que identificaram entre os mortos um terrorista suicida. Os detetives suspeitam que uma cabeça encontrada no local pertença ao suicida. A cabeça foi identificada pelo irmão do homem e por um motorista que levou o terrorista do norte do Sinai para Dahab. O motorista disse que o suspeito e dois outros homens o contrataram para transportar vegetais para Dahab no dia das explosões, de acordo com os investigadores que falaram sob condição de anonimato. A polícia do Cairo disse que está realizando testes de DNA em três corpos encontrados no balneário egípcio para determinar se eram fugitivos ou terroristas suicidas. Os investigadores disseram ainda ter identificado um terrorista suicida que participou dos ataques de quarta-feira contra policiais na fronteira do Sinai com a Faixa de Gaza. Segundo ele, o homem era um ex-zelador de uma escola no Sinai e procurado pela polícia. Ele pertencia ao mesmo grupo terrorista local que realizou ataques nos balneários de Taba em outubro de 2004 e Sharm el-Sheik em julho de 2005. No intuito de evitar maiores danos para o turismo ao ligar os ataques a membros da Al-Qaeda, alguns oficiais afirmam quem os terroristas eram membros de tribos beduínas locais. Mas alguns especialistas estrangeiros dizem que é mais provável que os ataques tenham sido obra de grupos afiliados à rede Al-Qaeda de Osama bin Laden.

Agencia Estado,

27 Abril 2006 | 16h05

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