AP Photo/Jerome Delay
AP Photo/Jerome Delay

Presidente eleito da Gâmbia volta ao país para formar governo

Ele se refugiava no Dacar da crise política pós-eleitoral de seu país e onde jurou o cargo na semana passada durante seu exílio

O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2017 | 18h05

DACAR - O presidente eleito da Gâmbia, Adama Barrow, chegou nesta quinta-feira, 26, a Banjul procedente de Dacar, onde se refugiava da crise política pós-eleitoral de seu país e onde jurou o cargo na semana passada durante seu exílio, para assumir o comando do governo, finalmente cedido pelo ex-presidente Yahya Jammeh.

Barrow desembarcou no aeroporto da capital gambiana, onde foi recebido pela vice-presidente, Fatoumata Diallo Tambajan, e diversas personalidades.

Centenas de pessoas esperavam em festa nas ruas a chegada do novo presidente, sob um forte esquema de segurança, em um dia considerado "histórico" e no qual muitos cidadãos vestiam camisetas com o lema "Gâmbia has decided" (A Gâmbia decidiu).

O país africano põe assim fim à crise política após o ex-presidente Yahya Jammeh, que governou durante os últimos 22 anos, se recusar a ceder o poder ao presidente eleito, que volta do exílio para formar governo.

A recusa de Jammeh motivou o refúgio de Barrow no Senegal, onde fez juramento como novo presidente em cerimônia realizada no dia 19 de janeiro na embaixada da Gâmbia em Dacar.

Barrow nomeou na última segunda-feira vice-presidente Fatoumata Diallo Tambajan, uma figura de destaque na oposição a Jammeh, e espera-se que forme governo nos próximos dias.

O ex-presidente Yahya Jammeh entregou na sexta-feira o poder a Adama Barrow, eleito nas urnas em 1º de dezembro, após ceder às pressões diplomáticas e à ameaça de intervenção militar de um bloco de países da África Ocidental, e finalmente deixou o país para se exilar na Guiné Equatorial.

As forças da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao) seguem na Gâmbia para garantir a segurança dos cidadãos e do próprio presidente.

Barrow manifestou seu desejo de manter estas forças regionais por mais seis meses na Gâmbia. No entanto, a Cedeao prefere uma duração mais curta, segundo o presidente da organização, Marcel Alain de Souza.

A entrada de um contingente militar da Cedeao e a mediação dos presidentes de Guiné e Mauritânia conseguiram convencer o ditador gambiano, que governou com mão de ferro o país nas últimas duas décadas. / EFE

Mais conteúdo sobre:
GâmbiaÁfrica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.