Presidente enfrenta desgaste após tufão

CENÁRIO: Andrew Jacobs

O Estado de S.Paulo - The New York Times

15 de novembro de 2013 | 02h08

Cinco dias após a passagem do tufão Haiyan, os filipinos estão perdendo a paciência com o presidente Benigno Aquino III. Ele é uma figura popular que até agora contornou diversas crises em três anos no cargo. Hoje, Aquino, de 53 anos, enfrenta a maior crise de seu governo, que surpreendeu até seus aliados. "Ele tem de agir rápido ou isso vai acabar com ele", disse a senadora Miriam Santiago.

A irritação da população passa pela demora na ajuda humanitária, que sofre com a má condição das estradas, a falta de veículos em condições de rodagem e com o acesso precário a combustíveis. "A situação é catastrófica", diz a coordenadora filipina do Médicos Sem Fronteiras, Natasha Reyes.

Aquino, filho da ex-presidente Corazón Aquino e de Benigno Aquino Jr., político assassinado em 1983, ganhou notoriedade combatendo a corrupção. No domingo, ele voou para Tacloban, mas suas declarações até agora foram infelizes. Ele atacou os saqueadores e criticou autoridades locais pela demora no resgate dos sobreviventes e na contagem dos mortos. Alguns críticos dizem também que ele apelou muito cedo para o orgulho nacional, em vez de pedir ajuda internacional.

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