Presidente equatoriano quer sessão urgente no Congresso

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quarta-feira que pode convocar uma sessão urgente do Congresso para que assumam os suplentes dos 57 deputados de oposição destituídos, o que pode representar um novo golpe para a oposição. O presidente disse ainda, a jornalistas estrangeiros, que a crise política deflagrada na semana passada em conseqüência da decisão do tribunal eleitoral de expulsar os 57 deputados que se opõem a uma reforma política do governo não representa "uma quebra institucional". Os deputados destituídos, cuja saída deixou o Congresso sem quórum, se opõem à realização de uma consulta popular em abril para decidir sobre a instalação de uma Assembléia Constituinte, defendida por Correa. A assembléia é crucial no plano político de Correa, e com ela ele buscar reduzir o poder dos partidos hegemônicos e reestruturar o aparato estatal para levar o Equador ao socialismo. A oposição, que controla o Congresso, sofreu uma derrota na terça-feira em sua tentativa para que a Justiça suspendesse as expulsões determinadas pelo tribunal eleitoral, quando o caso foi rejeitado pelo principal tribunal do país. Na terça-feira, um grupo de deputados destituídos entrou à força no Congresso em Quito, apesar de a polícia ter cercado o prédio por ordem de Correa. Os policiais usaram gás lacrimogêneo. O Congresso teve que suspender o que teria sido sua primeira sessão em vários dias por falta de segurança e convocou uma nova reunião para a próxima terça-feira. Os deputados expulsos não querem que seus suplentes assumam e acusam Correa de querer reformar a Constituição para se perpetuar no poder.

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