Presidente georgiano vai declarar lei marcial por agressão russa

Aviões russos atacaram o porto georgiano de Poti e a base militar na cidade de Senaki na última madrugada

EFE

09 de agosto de 2008 | 06h40

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, adiantou neste sábado que declarará a lei marcial em todo o país devido à agressão militar russa contra o território deste país.   Saakashvili, que fez este anúncio durante uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança Nacional, disse que deve conversar em breve com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. O Parlamento georgiano se reunirá às 14h (8h de Brasília) para ratificar o decreto presidencial.     Veja também:   Ofensiva matou 1.400, diz líder separatista ONU diz que milhares fugiram para a Rússia Entenda o conflito separatista na Geórgia Assista ao vídeo no Youtube  Professor comenta a situação no Cáucaso  Galeria de fotos do conflito      O presidente georgiano explicou que a declaração da lei marcial não está relacionada com a situação na Ossétia do Sul, mas com a agressão russa, cujo objetivo é suscitar o "pânico" entre a sociedade georgiana.   Além disso, ele qualificou de "mentira" que as tropas georgianas tivessem matado quase 1.500 civis em Tskhinvali, como asseguram as autoridades separatistas. Segundo a imprensa georgiana, mais de 20 pessoas morreram na cidade de Gori, próxima à fronteira com a Ossétia do Sul, durante os bombardeios da aviação russa.   Esta madrugada, aviões russos voltaram a atacar o porto georgiano de Poti e a base militar na cidade georgiana de Senaki, situadas ambas a grande distância da região de conflito na Ossétia do Sul. Segundo fontes georgianas, pelo menos seis pessoas morreram sob as bombas no porto de Poti.   Bombardeio teria matado 18   O ministério do Interior da Geórgia acusou a Rússia de bombardear instalações estratégicas nos arredores de Tblisi, a capital da ex-república soviética.  De acordo com o porta-voz Shota Utiashvili, as bombas caíram no oleoduto que liga a capital às cidades de Ceyhan e Baku. Segundo fontes georgianas, pelo menos seis pessoas morreram sob as bombas no porto de Poti. Outras 12 tombaram em Senaki, onde, além disso, ficaram feridos 14 militares e reservistas.

Tudo o que sabemos sobre:
GeórgiaOssétia do SulRússia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.