Presidente iemenita insiste que não tem intenção de permanecer no poder

Saleh pode assinar iniciativa do Golfo Pérsico, já aprovado pela oposição, que inlcui sua renúncia

Efe

25 de maio de 2011 | 13h00

SANA - O presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, insistiu nesta quarta-feira, 25, que não tem a intenção de permanecer no poder e que está pronto para assinar, em qualquer momento, a iniciativa dos países do Golfo Pérsico.

 

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As declarações de Saleh à imprensa coincidem com enfrentamentos na capital do país, Sana, entre homens armados fiéis ao influente líder tribal Sadeq bin Abdullah al Ahmar e as forças de segurança. Nestes confrontos, que começaram há dois dias, mais de 30 pessoas já morreram.

 

O presidente descartou que estes choques possam se tornar um conflito generalizado, embora tenha acusado a oposição de "planejar uma guerra civil".

 

Além disso, assegurou que serão perseguidos legalmente os implicados nestes choques, que eclodiram na segunda-feira, um dia depois de Saleh ter se negado, pela terceira vez, a assinar uma iniciativa dos países do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico que inclui a renúncia ao poder do presidente e que já foi assinada pela oposição e o partido governante.

 

Discurso de Obama

 

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu nesta quarta que Saleh deixe o poder. Em um discurso conjunto com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, Obama parabenizou os manifestantes no Oriente Médio por sua coragem em lutar por seus direitos e liberdade.

 

Na manhã desta quarta-feira, voltaram a ocorrer enfrentamentos entre milicianos simpatizantes de Al Ahmar e forças de segurança no bairro de Al Hasba, em Sana.

 

Até o momento, morreram 16 policiais, nove milicianos tribais e cinco membros de uma mesma família, cuja casa foi atingida por um explosivo.

 

Há ainda mais de 60 feridos entre policiais e homens armados, entre eles o chefe dos serviços secretos iemenitas, Galeb al Qames, que acudiu nesta terça-feira à casa de Al Ahmar para tentar mediar entre o Governo e a família do líder tribal, que simpatiza com a oposição e pede a renúncia de Ali Abdullah Saleh.

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