Presidente iemenita substitui chefes de segurança após atentado

O presidente do Iêmen, Abd-Rabbu Mansour Hadi, substituiu autoridades de segurança e alguns ministros na noite de terça-feira, informou a imprensa estatal, em uma aparente estratégia para reduzir a influência do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, após um atentado contra o ministro da Defesa.

Reuters

12 de setembro de 2012 | 08h24

Um carro-bomba visando a comitiva do ministro da Defesa, general Muhammad Nasir Ahmad, em Sanaa, na terça-feira, matou 12 pessoas e deixou dezenas de feridos, mas ele saiu praticamente ileso.

O Iêmen está em crise desde uma revolta contra Saleh no ano passado, que obrigou o ex-presidente a renunciar em novembro sob um acordo de transferência de poder do Golfo em favor de seu vice, Abd-Rabbu Mansour Hadi.

Hadi nomeou um novo ministro de Petróleo e Minerais, Ahmed Dares, e o ministro do Ensino Superior, Hesham Sharaf, informou a agência de notícias estatal Saba.

Ele também substituiu os chefes de inteligência militar e de segurança nacional, ambos vistos como próximos de Saleh, e designou dois funcionários para postos-chave no gabinete do presidente.

O novo chefe de inteligência militar, Ahmed al-Yafie, era uma autoridade sênior do Ministério da Defesa. O chefe de segurança nacional, Ali Hassan al-Ahmadi, era anteriormente governador da província de Shabwa, no sul do Iêmen.

O novo diretor do gabinete do presidente Hadi, Nasr Taha Mustafa, que se voltou contra Saleh durante revolta do ano passado, era o chefe da agência de notícias estatal.

A agência Saba também disse que o posto de secretário-geral do gabinete do presidente, estava agora a cargo de Ali Mansour bin Safaa, ex-embaixador no Barein, egresso de Abyan, mesma região de origem de Hadi, no sul do Iêmen.

"Isto era esperado. Estas são as demandas de jovens e dos círculos da política para concluir o processo de transferência de autoridade e de distanciamento de alguns centros de poder que têm uma forte ligação com a tensão e com os atuais eventos", disse o conselheiro do governo, Ali al-Sarari, à al-Jazeera.

Milhares de iemenitas protestaram em Sanaa na terça-feira para exigir que Saleh seja julgado por corrupção e pelas mortes de manifestantes. Eles condenaram o acordo de transferência de poder apoiado pelos EUA e Arábia Saudita, o qual deu imunidade ao ex-presidente por ter renunciado.

(Reportagem de Mohammed Ghobari)

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