Presidencia de Yemen/Arquivo/Efe
Presidencia de Yemen/Arquivo/Efe

Presidente ienemita pede trégua nos confrontos do país

Saleh voltou nesta sexta ao país após três meses na Arábia Saudita, onde se recuperava de um atentado

EFE

23 Setembro 2011 | 13h39

SANAA - O presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, pediu nesta sexta-feira que as distintas forças políticas em conflito no país cessem a violência para facilitar a possibilidade de um acordo dialogado.

 

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Em nota divulgada pela agência de notícias "Saba", o líder insistiu a forças políticas e militares que parem com o derramamento de sangue, em alusão aos enfrentamentos que aconteceram durante os últimos cinco dias.

 

 

Neste sentido, o líder afirmou que a solução para a crise que atinge o país há meses não está nas armas, mas no diálogo e na compreensão, e ressaltou que o objetivo é conseguir a estabilidade e a segurança nacional.

 

Nesta sexta-feira, Saleh retornou de forma inesperada da Arábia Saudita, país onde tinha sido levado em junho após ficar ferido durante um atentado contra o palácio presidencial da capital.

 

A imprensa árabe especula a possibilidade de um pronunciamento do líder ainda nesta sexta, quando poderia ceder ao poder seguindo a exigência da oposição, mas esta hipótese é desmentida por fontes oficiais.

 

Seu retorno coincide com uma nova onda de violência no país, que explodiu no início desta semana causando a morte de quase 20 pessoas, e com o fracasso da mediação na crise dos países do Golfo Pérsico.

 

Os enfrentamentos entre as tropas pró-governo e os partidários do líder tribal opositor Sadeq al Ahmar não acabaram. Desde a manhã se escutam disparos e explosões no bairro de Al Hasaba, na capital, mas por enquanto não há informações sobre vítimas.

 

Após a volta de Saleh, cerca de 100 mil opositores do regime fizeram uma manifestação na praça de Taguir e cantaram palavras de ordem como "Diga ao assassino que ele será julgado e Alá é testemunha".

 

Quase ao mesmo tempo, mais de 20 mil seguidores de Saleh se concentraram na praça dos 70, situada em outra área de Sana, para celebrar o retorno do líder. Eles seguravam imagens do presidente iemenita e do rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz.

 

Iêmen vive uma revolta popular com protestos massivos desde o dia 27 de janeiro para pedir a saída de Saleh. Nos últimos dias aconteceu um aumento da violência, sobretudo na capital.

 

Cerca de 100 pessoas morreram em Sanaa desde o domingo passado nos combates entre o Exército iemenita e militares desertores partidários da oposição, e nos enfrentamentos entre tribos rivais.

 

Saleh foi o primeiro presidente do Iêmen do Norte em 1978 e passou a ocupar a Presidência da República do Iêmen após a unificação entre o norte e o sul em 1990.

 

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