David Mercado - 30/12/2019/REUTERS
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Presidente interina da Bolívia Jeanine Áñez pede que todos seus ministros renunciem

Em comunicado, ela diz que pedido foi feito para 'enfrentar esse novo estágio da gestão da transição democrática'

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2020 | 00h18

LA PAZ - A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, pediu a renúncia de todos os seus ministros neste domingo, 26, antes do início do registro de candidatos para as eleições de 3 de maio, para enfrentar uma "nova etapa" de seu governo. A presidente Áñez "decidiu pedir a renúncia de todos os ministros para enfrentar esse novo estágio da gestão da transição democrática", disse uma declaração do secretariado da Presidência do país.

A medida foi definida como algo "habitual às vésperas do registro de candidatos" e que faz parte da participação de um processo eleitoral "livre, imparcial e transparente". A nota também indica que Áñez "completará ou ratificará sua equipe do governo no menor tempo possível" para continuar com a gestão do executivo interino. "A presidente concorda que sua candidatura não afetará sua intenção de trabalhar para todos os bolivianos buscando a paz e a estabilidade da Bolívia. 

O comunicado foi divulgado pouco depois que a ministra da Comunicação, Roxana Lizárraga, anunciou sua renúncia devido a discrepâncias com a candidatura de Áñez, a quem ela disse colocar o governo "a serviço de um grupo de políticos e um projeto de extensão" semelhante ao do ex-presidente Evo Morales. Lizárraga expressou sua rejeição à decisão de Áñez na última sexta-feira, 24, de concorrer às eleições presidenciais de 3 de maio, apesar do fato de que como governo de transição ele deveria convocar as eleições. Áñez disse que "no menor tempo possível" ele ratificará ou nomeará seus 20 ministros e prometeu que não haverá interferência de Palacio a seu favor durante a próxima campanha eleitoral. 

A presidente interina tem sido alvo de críticas por quebrar seu compromisso inicial de não concorrer à presidência. Além disso, existe a possibilidade de um Tribunal Constitucional ser consultado para considerar sua legalidade ou não.

Até segunda-feira, 3 de fevereiro, os partidos têm tempo para registrar seus candidatos no Supremo Tribunal Eleitoral. Uma eventual segunda rodada foi marcada para 14 de junho. /AFP & EFE

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