Aizar Raldes / AFP
Aizar Raldes / AFP

Presidente interina da Bolívia pede que Guaidó liberte a Venezuela

Na sexta-feira, o governo de Jeanine Áñez expulsou todos os funcionários da embaixada venezuelana em La Paz

Redação, O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2019 | 19h19

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, exortou ontem o líder opositor venezuelano Juan Guaidó “a libertar” a Venezuela, em meio a uma grande marcha convocada contra Nicolás Maduro. “Com todo meu coração desejo que você libere o povo venezuelano. Não é justo que estejam vivendo tanta violência e repressão”, disse Jeanine em uma videoconferência a Guaidó, que se proclamou presidente da Venezuela em 23 de janeiro.

Por sua vez, Guaidó assegurou que os bolivianos “são inspiração para os venezuelanos de que se pode obter mudanças democráticas com a cidadania mobilizada, ativa e determinada”. 

Jeanine, assim como os líderes de mais de 50 países, reconheceu Guaidó como presidente da Venezuela e ambos manifestaram o desejo de em breve terem seus representantes em La Paz e em Caracas. Na sexta-feira, o governo interino da Bolívia rompeu relações com o governo Maduro e expulsou todos os funcionários da embaixada venezuelana em La Paz por “violação das normas diplomáticas”.

Milhares de partidários de Guaidó manifestaram-se ontem para exigir a saída de Maduro, que também reuniu seus seguidores em razão de supostos planos para reeditar na Venezuela o “golpe de Estado” contra Evo na Bolívia. 

Com bandeiras da Venezuela, os manifestantes se concentraram em pontos como Praça Altamira, no leste da capital, para marchar por 3 km até a esplanada José Martí, onde Guaidó fez um discurso. O líder opositor pediu a seus partidários que não desistam e se mantenham protestando até o presidente caia. “A toda Venezuela peço para nos mantermos em protesto”, disse Guaidó. 

O opositor tenta aproveitar a recente renúncia de Evo para aumentar a pressão nas ruas. “Rua sem volta, significa que temos uma agenda de conflito permanente (...), rua sustentada. Aqui a luta é até o fim da usurpação, até conseguir eleições livres”, afirmou Guaidó, reforçando seu apelo aos militares. “Estou pedindo que se coloquem ao lado da Constituição.” / AFP

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