Manuel Claure/Reuters
Manuel Claure/Reuters

Presidente interina diz que convocará eleições na Bolívia nesta quarta

Jeanine Añez, que assumiu o comando do país depois da renúncia de Evo Morales, prometeu que lançará convocação para nova votação presidencial mesmo que o Congresso não aprove uma lei nesse sentido

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2019 | 12h48

LA PAZ - A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, anunciou nesta quarta-feira, 20, que convocará nas próximas horas eleições gerais, uma demanda de vários setores da sociedade após a anulação da votação de 20 de outubro e da renúncia de Evo Morales.

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"Se Deus permitir, hoje pela manhã, vamos lançar a convocação para as eleições, como todo país está pedindo", disse Jeanine à imprensa, acrescentando que ainda não se definiu qual será o mecanismo legal - se por uma lei aprovada no Congresso ou por decreto presidencial.

A convocação de nova eleição é um compromisso que Jeanine assumiu ao ocupar a presidência do país há pouco mais de uma semana. Também é necessário que um novo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) seja formado, já que as autoridades que compunham o órgão foram detidas.

A prisão e investigação das autoridades do TSE ocorreu depois que uma auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou irregularidades nas eleições nas quais o ex-presidente de esquerda Evo Morales venceu o candidato centrista Carlos Mesa.

Jeanine disse que a convocação será acompanhada por organizações internacionais e outras instituições, como a Igreja Católica, que estão facilitando o diálogo entre as partes para agilizar a realização de eleições e definir o cronograma do processo.

"Estaremos mais apegados à Constituição", disse a presidente. O caminho ideal seria uma lei aprovada pelo Congresso bicameral, mas, se não houver consenso político sobre os mecanismos, o Poder Executivo recorrerá a um decreto assinado por Jeanine. / AFP

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