Presidente iraniano antecipa propostas que fará à ONU

Tentando evitar novas sanções da ONU, o Irã deve apresentar ao Conselho de Segurança propostas que incluem uma sugestão já feita anteriormente de que os europeus invistam no setor nuclear. "No passado fizemos algumas boas propostas aos europeus. Eles não deram a atenção necessária a esse assunto. Propusemos a criação de um consórcio, convidamos os europeus a aderirem aos nossos programas, para a produção de combustível no Irã", disse o presidente Mahmoud Ahmadinejad em entrevista gravada em Teerã e transmitida na sexta-feira pela TV France 24. "Talvez tenham achado que com a propaganda nós recuaríamos. Mas não recuamos e não vamos recuar. Agora haverá esta proposta e haverá outras propostas", afirmou. Mais tarde, o embaixador do Irã na ONU afirmou que, devido à demora na concessão de vistos à comitiva, Ahmadinejad havia cancelado a viagem que faria para defender pessoalmente o programa nuclear iraniano ao Conselho de Segurança antes da votação de novas sanções. O diplomata afirmou que o ministro de Relações Exteriores do Irã tentará chegar a Nova York a tempo para a reunião do Conselho, prevista para sábado. Ahmadinejad confirmou o interesse na formação de um consórcio nuclear que fosse administrado sob o controle da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "No passado houve tal proposta. Vou apresentá-la de novo." O Irã sugeriu em 2006 que a França investisse no setor nuclear iraniano, de forma a supervisionar o trabalho de Teerã. Planos semelhantes nunca encontraram interessados. O Ocidente se opõe a manter o enriquecimento de urânio no Irã, pois isso daria ao país uma tecnologia que poderia ser usada no desenvolvimento de armas. Teerã garante que seu programa nuclear, já sob sanções da ONU, é voltado exclusivamente para a geração de eletricidade com fins civis.

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