Presidente iraniano visita a Venezuela neste sábado

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, realizará no próximo sábado uma visita oficial à Venezuela de poucas horas, em meio a uma viagem na qual também passará pela Nicarágua e pelo Equador. O líder iraniano sairá de Teerã na sexta-feira rumo à Venezuela, para revisar com Chávez acordos assinados recentemente e assinar outros ainda não revelados.A visita à Venezuela ocorre dois dias após Chávez tomar posse para um novo mandato de seis anos na presidência do País, tendo como lema "pátria, socialismo ou morte". Aliança estratégicaEm retribuição às respectivas idas de Chávez a este país, Ahmadinejad chegou à Venezuela em setembro e selou com seu colega sul-americano uma "aliança estratégica" com ambiciosos acordos de cooperação bilateral e a vontade de lutar conjuntamente contra o que chamaram "opressões da hegemonia mundial".O governante iraniano afirmou nesta oportunidade que as duas ações estão dispostas a "desenvolver relações em todas as áreas" e que começavam com cerca de trinta acordos assinados em setembro, complementares a um anterior que permitiu a instalação na Venezuela de uma fábrica conjunta de tratores e outra de bicicletas.Os dois governantes assistiram então a um ato de perfuração conjunta de um poço de petróleo em uma região venezuelana na qual Chávez destacou que existe "petróleo para dois séculos, mas não para alimentar a voracidade capitalista".Além disso, anunciaram em setembro um estudo conjunto dos dois países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para construir em breve uma refinaria na Síria. Chávez e Ahmadinejad disseram que esta aliança não era pontual, mas parte de uma política coordenada para estabelecer centros de poder diferentes ao dos EUA, ao qual tacham de "imperialista"."O Irã e a Venezuela estarão juntos até o final. É possível que surjam alguns problemas, mas a vontade revolucionária dos dois povos vencerá qualquer problema", declarou Ahmadinejad em alusão ao programa nuclear de seu país, que disse ter fins pacíficos.Chávez defendeu o direito de o Irã de desenvolver sua própria tecnologia nuclear com fins pacíficos e disse a Ahmadinejad que uma intervenção militar dos EUA neste país seria "nefasta". "Não queremos guerra, mas alertamos sobre as nefastas conseqüências que traria para o mundo todo uma agressão contra o Irã que os EUA já têm planejada", declarou Chávez naquela oportunidade.Sanções ao IrãTambém se pronunciaram então por uma reforma da Organização das Nações Unidas, cujo Conselho de Segurança votou unanimemente no dia 23 de dezembro a favor de impor sanções ao comércio iraniano "de materiais nucleares sensíveis e tecnologia".Um dia antes desta decisão, a Venezuela anunciou que compraria junto ao Irã quatro navios petroleiros com capacidade de 650 mil barris de petróleo e que, para efeito, a estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) já tinha assinado o contrato respectivo com a empresa Iran Marine Industrial Company.

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