Presidente iraniano volta a afirmar que não cederá a exigências

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, rejeitou exigências para que Teerã suspenda seu programa de enriquecimento de urânio, embora altos negociadores iranianos e europeus estejam otimistas em relação ao progresso de um possível acordo. Enviados iranianos e europeus terminaram um encontro de dois dias nesta quinta-feira, em Berlim, fracassando em alcançar uma posição comum sobre a questão do urânio, mas insistindo que haviam "chegado a conclusões positivas". Entretanto, o presidente iraniano permaneceu desafiador, insistindo no direito do Irã de perseguir seu programa nuclear e de não mostrar sinal de compromisso com as exigências da ONU para que desista do enriquecimento de urânio, um passo longe de armas nucleares e de energia nucelar pacífica. Ahmadinejad disse que os EUA e seus aliados europeus não querem que o país enriqueça urânio porque se opõem ao progresso do Irã. E reiterou também que não vai abrir mão de seu chamado "direito" de buscar energia nuclear pacífica. Os iranianos são signatários do Tratado de Não Proliferação nuclear. "Aqueles que encheram seus arsenais com armas nucleares e conduzem testes todos os dias quem, sob pretextos políticos, negar à nação iraniana seu total direito de usar energia nuclear para propósitos pacíficos", disse ele em discurso na cidade de Karaj, a oeste de Teerã. O presidente norte-americano George W. Bush tem se recusado a entrar em conversas com os iranianos sobre o programa nuclear até que Teerã pare o enriquecimento de urânio. O Irã insiste que não há fins bélicos no programa, mas os EUA e alguns outros países temem que a meta do país seja conseguir uma arma nuclear.

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