Presidente paquistanês deixa chefia do Exército até dezembro

Oposição afirma que eleições parlamentares serão manipuladas se Musharraf permanecer na Presidência do país

Agências internacionais,

15 de novembro de 2007 | 11h45

O procurador-geral do Paquistão, Malik Mohamad Qayyum, anunciou nesta quinta-feira, 15, que espera que o presidente do país, Pervez Musharraf, renuncie ao cargo de chefe das Forças Armadas antes do dia 1 de dezembro.  Musharraf se comprometeu a deixar o posto no Exército assim que a Suprema Corte do país validasse a sua vitória nas eleições para a Presidência. Segundo a BBC, o procurador afirmou que a Corte pretende tomar uma decisão nos próximos dias. Nesta quinta, a ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto disse que as próximas eleições legislativas não poderão ser "limpas e livres" sob o governo do general Pervez Musharraf, que "muito provavelmente" manipulará o processo para isolar a oposição. Bhutto, que lidera o Partido Popular do Paquistão (PPP), afirmou que o estado de exceção decretado por Musharraf, que ela chama de "lei marcial", tornará impossível um processo equilibrado. Porém, ela não revelou se vai disputar ou não as eleições. A votação está prevista para até o dia 9 de janeiro. Até então, haverá um governo interino, que deve ser formado após a dissolução da Assembléia Nacional, que acontece à meia-noite desta quinta. Em Lahore, onde se encontra sob prisão domiciliar desde terça-feira, a ex-primeira-ministra acusou o general de "decepcionar" a comunidade internacional e "trair" o PPP. Nos últimos meses, ela vinha mantendo negociações para um acordo de poder compartilhado com Musharraf. A líder da oposição descartou manter novas conversas com o presidente, já que "não resta nenhum motivo" para isso. Musharraf declarou o estado de exceção no dia 3 de novembro, alegando o aumento da violência extremista e a ingerência dos juízes nos assuntos

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