Presidente paquistanês volta a negar que renunciará

Coalizão oposicionista ameaça iniciar impeachment por violações constitucionais e má conduta

Agência Estado e Associated Press,

17 de agosto de 2008 | 14h44

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, não vai renunciar, disse seu porta-voz neste domingo, 17, mesmo após a coalizão paquistanesa concordar em apresentar as acusações que podem levar ao impeachment do ex-general.   Musharraf tem sofrido intensa pressão para renunciar de seus inimigos políticos que perderam as eleições em fevereiro. Com a utilidade de Musharraf diminuindo, as preocupações do Ocidente se concentram não no destino do líder paquistanês, mas em como essa crise política está afetando os esforços - que foram interrompidos - do novo governo civil contra o terrorismo e a série de problemas econômicos.   No domingo, um comitê de coalização do governo finalizou uma lista de acusações para o impeachment de Musharraf, após cinco dias de negociações, segundo a Ministra da Informação, Sherry Rehman. Um líder da coalizão disse que as acusações incluem "um excesso de ações" tomadas por Musharraf que representam uma "violação brutal" da constituição. "Ele deveria entregar sua renúncia, fazer suas malas e partir", disse o senador Raza Rabbani aos jornalistas após encontro do comitê em Islamabad. "Qualquer autoridade moral que tenha restado a ele já foi completamente diluída".   No entanto, os parlamentares não divulgaram detalhes das acusações, que devem seguir para os chefes da coalizão para uma decisão final sobre a abertura de um processo de impeachment no Parlamento. Eles também foram vagos sobre prazos - deixando espaço para mais negociações que poderiam levar a uma possível saída suave de Musharraf e evitando um processo sem precedentes de impeachment no país.   Se os líderes da coalizão derem o sinal verde, "vamos apresentar (a lista) como parte de uma resolução e entrar com o pedido nas duas casas e isso deve acontecer essa semana", disse Rehman. A coalizão insiste que tem garantido com facilidade os dois terços de aprovação necessários nas duas casas do Parlamento (Câmara e Senado) para derrubar Musharraf e sustentam que ele deveria deixar o cargo agora para poupar a nação de mais esse Desgaste.

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