Presidente paraguaio diz que não renunciará

O presidente do Paraguai, Luis González Macchi, reiterou nesta segunda-feira que não renunciará ao cargo, apesar do pedido do opositor Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) para que entregue o poder ao vice-presidente Julio César Franco. "Nada nem ninguém poderá impedir-nos de continuar trabalhando pelo povo paraguaio. Continuaremos, apesar de todos os obstáculos", assegurou o mandatário aos jornalistas.No sábado passado, cerca de 8.000 militantes do PLRA, liderados por Franco, marcharam pelo centro de Assunção, pedindo a demissão de González Macchi. O governante, de 51 anos, assumiu o poder em 28 de março de 1999 em lugar de Raúl Cubas, que renunciou. Seu mandato deve terminar em 15 de agosto de 2003. Enquanto González Macchi se agarra ao poder, a alta hierarquia da Igreja Católica convocou para esta segunda-feira uma reunião urgente da totalidade de seus bispos, que está se realizando na diocese de San Ignacio, em Misiones (a 200 km ao sul da capital, Assunção). No encontro, o episcopado disse estar "analisando como apresentar ao povo e aos partidos políticos a proposta de diálogo nacional para tentar superar, unidos, esta grave crise econômica e social que castiga o país", segundo seu porta-voz Mario Melanio Medina.O PLRA, que de início se recusou a dialogar com o governo, não fez comentários hoje porque seu presidente, o ex-chanceler Miguel Abdón Saguier, viajou para a República Popular da China - de onde retornará apenas em 14 de setembro.

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