EFE/Martín Alipaz
EFE/Martín Alipaz

Presidente peruano admite diálogo com oposição fujimorista em busca de consenso no país

Apoio do fujimorismo será fundamental para que Pedro Pablo Kuczynski consiga as reformas necessárias para manter o ritmo de crescimento do PIB peruano

O Estado de S.Paulo

12 Julho 2016 | 12h42

LIMA - O presidente eleito do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, admitiu na segunda-feira aproximações entre sua equipe e a da poderosa força opositora fujimorista, um dia depois de nomear o chefe de seu gabinete, que buscará consensos para governar o país após eleições disputadas.

"Existem sinais (de aproximações). Têm acontecido reuniões com a líder (Keiko Fujimori), mas não comigo, e sim com as equipes", disse Kuczynski em uma breve conversa telefônica com a agência de notícias France-Presse.

No domingo, ele anunciou que o economista e ex-ministro de Economia, Fernando Zavala, irá liderar seu gabinete de ministros a partir de 28 de julho, quando assumirá a presidência. A designação de Zavala como presidente do Conselho de Ministros era segredo até então.

"Temos que falar, os dois, com todas as forças políticas e sobretudo com a Força Popular (fujimorismo, direita) e a Frente Ampla (esquerda)", explicou o presidente eleito, em referência às duas bancadas com maior presença no Congresso, além do governo.

O apoio do fujimorismo será fundamental para que Kuczynski consiga as reformas necessárias para manter o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) peruano, um dos pontos altos da economia da região, assim como para combater a crescente insegurança dos cidadãos, a maior preocupação do povo. Neste aspectos, planeja solicitar permissões extraordinárias para legislar e agilizar as medidas.

Em um sinal de que manterá o alinhamento econômico no país, Kuczynski anunciou que o atual presidente do Banco Central, Julio Velarde, continuará na função.

O presidente recém-eleito já confirmou o ex-economista do Banco Mundial e do JP Morgan, Alfredo Thorne, como ministro da Economia. "Estamos muito adiantados. Na sexta-feira anunciaremos todo o gabinete", afirmou.

Entre as medidas anunciadas está a diminuição do imposto às vendas de 18% para 15% progressivamente e impostos menores para pequenas e microempresas, que concentram 70% da força de trabalho do país, assim como a criação de 3 milhões de empregos.

"Na parte econômica, para que os efeitos (das medidas) percorram toda a economia, levará entre um e dois anos (...). Espero que lembrem de mim como a pessoa que introduziu o Peru na modernidade", acrescentou. /AFP

Mais conteúdo sobre:
PeruEleiçõesKeiko Fujimori

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.