Presidente pode suspender dissolução parlamentar na Ucrânia

O presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, está disposto a suspender seu decreto que ordenou a dissolução do Parlamento. O anúncio foi feito por um alto assessor nesta quarta-feira, 11, no que parece ser uma grande concessão visando pôr fim à uma grave crise política na Ucrânia. Partidários de Yushchenko saíram em manifestação nas ruas de Kiev nesta quarta, apoiando o decreto do presidente para dissolver o parlamento e convocar eleições prematuras, emitido na semana passada. Manifestantes favoráveis ao primeiro-ministro, Viktor Yanukovych, também foram as ruas, em oposição à passeata a favor de Yushchenko em Kiev. O premier e sua coalizão majoritária no Parlamento rejeitaram a medida do presidente. Yushchenko, pró-EUA, acusa Yanukovych, pró-Rússia, e seus aliados de estarem tentando usurpar o poder. Por seu lado, Yanukovych afirma que a ordem de Yushchenko é inconstitucional. A Corte Constitucional deveria ter começado ontem a julgar uma apelação contra o decreto feita pelo campo de Yanukovych. Mas a Corte adiou a primeira audiência para a semana que vem. Partidários do premier têm promovido manifestações diárias contra o presidente. "O presidente (...) enviou uma mensagem que seu decreto pode ser suspenso", disse Vitaliy Hayduk, secretário do conselho de segurança de Yushchenko. Aparentemente, isso permitiria que o Parlamento continuasse funcionando, mas haveria negociação sobre a data de eleições antecipadas. Yushchenko tinha convocado a votação para 27 de maio - apenas 14 meses depois das eleições legislativas que deram a maioria no Parlamento para o partido de Yanukovych.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.