AFP / HECTOR RETAMAL
AFP / HECTOR RETAMAL

Presidente provisório do Haiti será escolhido no domingo

Uma semana após Michel Martelly deixar o poder, um substituto deve ser eleito pela Assembleia Nacional 

O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2016 | 16h27

PORTO PRÍNCIPE - A Assembleia Nacional haitiana elegerá o presidente provisório do país no dia 14, uma semana depois de Michel Martelly deixar o poder após a conclusão de seu mandato, informaram nesta quarta-feira, 10, fontes parlamentares. Um sucessor não foi eleito em razão da crise política no país.

As inscrições dos candidatos a dirigir o governo de transição estarão abertas até a tarde desta quinta-feira, se o calendário for mantido. É exigido que o candidato tenha pelo menos um membro na Assembleia Nacional, seja maior de 30 anos e esteja em dia com o pagamento de impostos. A inscrição de cada uma das candidaturas terá um custo de 500 mil gourdes (cerca de US$ 8,2 mil).

Antes de entregar no domingo 7 a presidência, Martelly obteve um acordo com o Parlamento para a instalação de um governo provisório, cujo titular será eleito pelos legisladores, o que é rejeitado pela oposição, que propõe que o presidente provisório seja o atual titular de a Corte Suprema de Justiça, Jules Cantave.

O acordo estabelece um governo de transição de um mandato de 120 dias que deverá organizar as eleições para 24 de abril. O presidente que vencer nessa ocasião deverá jurar o cargo em 14 de maio, segundo alguns dos detalhes divulgados do acordo.

O segundo turno das eleições presidenciais estava previsto para o dia 24 de janeiro, mas foi adiado dois dias antes pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP) perante a situação de violência vivida no país que deixou pelo menos quatro mortos.

No primeiro turno das presidenciais, realizado em 25 de outubro do ano passado, os candidatos que obtiveram mais votos foram o do governista Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), Jovenel Moise, e o do opositor Liga Alternativa pelo Progresso e Emancipação Haitiana (Lapeh), Jude Celestin, que rejeitou participar do segundo turno alegando "graves irregularidades" no processo. /EFE

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