Presidente sírio vê relações ´nubladas´ com Arábia Saudita

O presidente sírio, Bashar Al Assad, disse em entrevista publicada na segunda-feira, 19, que as relações do seu país com a Arábia Saudita andaram "nubladas", mas espera que a cúpula árabe deste mês ajude a resolver as diferenças. O rei Abdullah, da Arábia Saudita, outrora próximo do Partido Baath, que domina a Síria, ficou indignado com o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Al Hariri, aliado de Riad, em 2005. Uma investigação da ONU acusou autoridades sírias e libanesas de envolvimento no crime, o que Damasco nega. "Esta relação, como qualquer relação árabe, passa por pedaços nublados, digamos assim, e recentemente houve nuvens", afirmou Assad ao jornal saudita Al Jazeera. "Esperamos que a cúpula árabe seja um recomeço entre Síria e Arábia Saudita e entre os árabes em geral", afirmou, acrescentando ter há mais de dez anos uma boa relação com o rei Abdullah. A imprensa saudita deu grande destaque em fevereiro ao convite para que Assad participe da cúpula árabe de 28 de março em Riad. Assad esteve com líderes sauditas há um ano em Judá, mas desde então nenhuma autoridade síria importante visitou a Arábia Saudita. Diplomatas e analistas dizem que a relação entre Riad e Damasco ficou ainda mais fria devido ao impasse político no Líbano, que opõe a guerrilha Hezbollah, apoiada pela Síria, ao governo pró-ocidental.

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