Presidente Sisi reduz salário para estimular austeridade no Egito

O novo presidente eleito do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, prometeu nesta terça-feira abrir mão de metade de seu salário e suas propriedades e conclamou o povo a fazer sacrifícios semelhantes, em uma tentativa de preparar a nação para um período de dolorosa austeridade econômica.

LIN NOUEIHED, REUTERS

24 de junho de 2014 | 17h27

Em um discurso improvisado em uma cerimônia de graduação de militares, Sisi disse ter se recusado a aprovar uma proposta de orçamento para 2014/15, após longas discussões nesta semana, por este ser muito dependente de crescentes empréstimos.

“Dissemos que iremos analisar o orçamento, porque não posso aceitá-lo com este nível de déficit”, declarou.

“Quero pensar nas crianças que estão a caminho e deixá-las algo bom, mas desta maneira não vamos lhes deixar nada. Se a dívida continuar se acumulando desta maneira, não vamos lhes deixar nada de bom”.

O déficit no orçamento do Egito chegou a 14 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) na último ano fiscal, encerrado em junho de 2013, e a previsão de crescimento da economia é de 3,2 por cento para o ano fiscal que começa em 1º de julho – bem abaixo do nível necessário para criar empregos suficientes para sua população de 86 milhões de habitantes, e que cresce rapidamente, e aliviar a pobreza generalizada.

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