Feisal Omar/Reuters
Feisal Omar/Reuters

Presidente somali promete guerra ao shebab após atentado em Mogadíscio

Líder disse que se não houver resposta aos ataques terroristas, chegará o dia em que 'serão os nossos próprios corpos em pedaços que serão recolhidos'

O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2017 | 18h33

MOGADÍSCIO - O presidente somali, Mohamed Abdullahi Mohamed, prometeu nesta quarta-feira, 18, intensificar a guerra contra os insurgentes islamitas shebab durante uma manifestação de milhares de pessoas em memória aos cerca de 300 mortos no atentado mais letal já registrado em Mogadíscio.

Atentado com caminhões-bomba deixa centenas de mortos na Somália

Com faixas vermelhas amarradas na cabeça, os participantes da manifestação passaram pelos locais da explosão de um caminhão-bomba em um bairro movimentado da capital, antes de se reunirem em um estádio, aos gritos de "estamos prontos para lutar".

Apesar de habituada a atentados e ataques de extremistas, Mogadíscio ficou particularmente chocada com a explosão, que deixou ao menos 276 mortos e 300 feridos. O atentado não foi reivindicado, mas as autoridades não têm qualquer dúvida sobre a responsabilidade dos islamitas somalis vinculados à Al-Qaeda, que lançam frequentemente atentados suicidas em Mogadíscio e arredores.

Diante da multidão, o presidente somali declarou que o atentado "mostrou que nós não fizemos o suficiente para deter os shebab". "Se não respondermos hoje, é certo que chegará o momento em que serão nossos próprios corpos em pedaços que serão recolhidos do chão. Devemos resistir juntos e combater os shebab, que continuam a massacrar nosso povo", acrescentou.

Outras manifestações e protestos de unidade também foram celebradas em cidades do centro e do sul da Somália. / AFP

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