Presidente sul-africano diz que não há crise no Zimbábue

Thabo Mbeki considera que comunidade internacional deve esperar resultados oficiais das eleições

Efe,

12 de abril de 2008 | 14h53

O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, mediador do impasse entre governo e a oposição do Zimbábue, afirmou hoje que não há crise neste país por causa do atraso na publicação dos resultados das eleições presidenciais realizadas em 29 de março.   "A situação é normal e eu não a tacharia de crise. Temos que esperar que a Comissão Eleitoral do Zimbábue divulgue os resultados", disse Mbeki aos jornalistas, na saída de uma reunião a portas fechadas com o atual presidente do Zimbábue, Robert Mugabe.   Mbeki, visto como o único líder que poderia pressionar Mugabe para que ordene as autoridades eleitorais a divulgar os dados, viajou a Harare para se reunir com o presidente zimbabuano antes de ir a Lusaka, capital da Zâmbia, onde participará da reunião extraordinária da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, em inglês), formada por 14 países do sul do continente africano.   Os membros da comissão eleitoral foram nomeados por Mugabe, que exige mais tempo para que os votos sejam verificados antes do anúncio do resultado do pleito. Segundo o jornal governamental zimbabuano "The Herald", Mugabe disse que estará ausente da cúpula na Zâmbia porque a mesma é "desnecessária, já que não há crise no Zimbábue".   De Lusaka, o ministro da justiça zimbabuano e chefe da delegação governamental, Patrick Chinamasa, disse neste sábado, 12, que era "inaceitável" que a SADC tenha convidado para a cúpula o líder do partido opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Morgan Tsvangirai. "Convidar um líder da oposição para uma reunião de chefes de Estado é algo nunca visto. Não aceitaremos que Tsvangirai faça parte desta cúpula", disse Chinamasa.   Tsvangirai, que dias antes da cúpula se encontrou com vários governantes da região, afirma que venceu as eleições presidenciais no Zimbábue com 50,3%, dos votos frente ao 43,8% de Mugabe, o que torna desnecessário um segundo turno eleitoral, como o atual presidente defende.

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