EFE
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Presidente sul-coreana aceita ser investigada por escândalo de corrupção

Park Geun-Hye afirmou que a Promotoria deve esclarecer as questões referentes ao caso e que todos os envolvidos, incluindo ela, precisam ser responsabilizados

O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2016 | 05h45

SEUL - A presidente sul-coreana Park Geun-Hye, envolvida em um escândalo político em razão da influência de uma grande amiga nas decisões do governo, aceitou nesta sexta-feira, 4, ser investigada pelo Ministério Público.

Em um discurso na televisão, a presidente afirmou que a Promotoria deve esclarecer as questões referentes ao caso e que todos os envolvidos, incluindo ela, precisam ser responsabilizados. 

"Os últimos acontecimentos são culpa minha e foram provocados pela minha falta de atenção", afirmou Park ao admitir que "baixou a guarda" com Choi Soon-Sil, sua amiga próxima. "Não posso me perdoar (...) e é difícil dormir à noite com essa tristeza", afirmou com a voz embargada.

Ela também negou fazer parte de uma seita e de ter realizado rituais na Casa Azul - a residência presidencial - como afirmam vários jornais do país. "Há boatos de que entrei para uma seita e que rituais foram celebrados na Casa Azul, mas quero deixar claro que nada disso é verdade", disse Park. "Se for preciso, quero responder sinceramente às investigações da Promotoria", disse a presidente no discurso.

Essa é a segunda vez em 10 dias que a presidente fala sobre o escândalo que explodiu em outubro. 

Choi Soon-Sil é acusada de fraude e envolvimento em assuntos do Estado durante os anos de amizade com a líder sul-coreana. Ela foi interrogada durante várias horas na segunda-feira, depois de retornar ao país e entregar-se às autoridades. /AFP, REUTERS e EFE

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