Presidente sul-coreana reúne-se com Obama na Casa Branca

O presidente Barack Obama e a líder sul-coreana Park Geun-hye vão se mostrar unidos contra as ameaças nucleares da Coreia do Norte quando se reunirem na Casa Branca nesta terça-feira, embora também queiram deixar a porta aberta para conversações com Pyongyang.

Agência Estado

07 de maio de 2013 | 10h46

Park tem passado por um batismo de fogo desde que assumiu o cargo em fevereiro, duas semanas depois do último teste nuclear da Coreia do Norte, que aumentou as tensões na península coreana e prejudicou suas expectativa de manter um relacionamento mais ameno com o país vizinho.

Em Washington, Park vai receber uma calorosa recepção, que também marca o 60º aniversário da aliança entre Estados Unidos e Coreia do Sul. Sua reunião no Salão Oval, almoço e coletiva de imprensa conjunta com Obama nesta terça-feira será seguida por um discurso, na quarta-feira, no Congresso.

O diretor sênior da Casa Branca para Assuntos Asiáticos, Daniel Russel, disse que Obama vai reafirmar o compromisso dos Estados Unidos com a defesa da Coreia do Sul. Ele afirmou que a aparição conjunta dos dois líderes na Casa Branca tem como objetivo deixar claro para Pyongyang que os aliados mantém estreita cooperação."Quando o assunto é Coreia do Norte, é vital que mostremos unidade", disse Russel aos jornalistas.

Park chegou a Nova York na segunda-feira, onde se encontrou com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que já foi ministro de Relações Exteriores da Coreia do Sul. Ban elogiou Park por sua resposta "firme, mas controlada" à provocações norte-coreanas.

Nesta terça-feira, a Coreia do Norte ameaçou os Estados Unidos e a Coreia do Sul por causa dos exercícios militares que acontecem nesta semana no Mar Amarelo. A divisão do Exército do Povo Coreano responsável pelas operações no sudoeste da Coreia do Norte disse que vai revidar se qualquer artefato cair em seu território durante os jogos de guerra.

Caso os aliados respondam à medida, diz o comunicado, o Exército norte-coreano vai então atacar cinco ilhas sul-coreanas que ficam ao longo da fronteira marítima entre os dois países.

Autoridades norte-americanas vão ouvir com atenção e simpatia o que Park tem a dizer, tanto a portas fechadas quanto no Congresso, sobre como encontrar uma forma de avançar no diálogo com Pyongyang nas atuais condições.

Nunca foi fácil negociar com o regime norte-coreano, mas o diálogo tem se tornado cada vez mais difícil após a chegada ao poder do jovem líder Kim Jong Un, que assumiu o país após a morte de seu pai, Kim Jong Il, em dezembro de 2011. As informações são da Associated Press.

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