EFE
EFE

Presidente sul-coreana se recusa a prestar depoimento à Justiça por caso de corrupção

Advogado de Park Geun-hye disse que líder tem ‘agenda complicada’ e ‘precisa preparar medidas para fazer frente a esta situação urgente’

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2016 | 08h31

SEUL - A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, anunciou nesta segunda-feira, 28, que não prestará depoimento à Justiça pelas acusações de corrupção e tráfico de influência, que também envolvem sua amiga Choi Soon-sil.

A presidente "tem uma agenda complicada, já que precisa preparar medidas para fazer frente a esta situação urgente", disse seu advogado, Yoo Yeong-ha, em mensagem direcionada a veículos de imprensa e órgãos oficiais.

A Promotoria, que considera a chefe de Estado "cúmplice" no maior escândalo político dos últimos anos no país, a convocou para prestar depoimento até terça-feira.

Na mensagem, o advogado justificou que Park está muito ocupada, já que "tem de nomear para amanhã" um dos três integrantes do Comitê Independente de Investigação iniciado pelo Parlamento para investigar o caso em paralelo à Justiça comum.

Já era esperado que a presidente - que possui imunidade - se recusasse a prestar depoimento aos promotores, já que, após ser apontada há uma semana como cúmplice do caso, seu advogado colocou em dúvida a imparcialidade da Promotoria e afirmou que a investigação pela via ordinária tinha como base "conjeturas sem fundamentos reais".

A Promotoria considera Park cúmplice de sua amiga Choi, que supostamente interveio em assuntos de Estado, mesmo sem possuir cargo público, e extorquiu empresas para obter numerosas quantias de dinheiro, das quais teria se apropriado parcialmente, entre outros atos irregulares.

Além dos dois processos de investigação, os partidos da oposição apresentarão nos primeiros dias de dezembro uma moção para tentar destituir a presidente, cuja taxa de popularidade é de apenas 4%, a menor de um chefe de Estado na história do país.

No sábado, quase 2 milhões de sul-coreanos se manifestaram em Seul e outras cidades do país, segundo dados dos grupos responsáveis pela convocação, para pedir a renúncia de Park, o quinto protesto de grandes proporções realizado até o momento. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.