EFE/Yonhap
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Presidente sul-coreano admite ‘possibilidade de conflito armado’ com Pyongyang

Em visita ao Ministério da Defesa Nacional em Seul, Moon Jae-in afirmou que irá explorar um caminho que engloba a manutenção e o respeito às sanções à Coreia do Norte e a dura condenação aos testes de mísseis

O Estado de S.Paulo

17 Maio 2017 | 08h14

SEUL - O novo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, admitiu nesta quarta-feira, 17, durante uma visita ao Ministério da Defesa Nacional em Seul que existe "a possibilidade de um conflito militar" com a Coreia do Norte, dada a atual situação de tensão na península.

"Hoje é uma realidade em matéria de segurança que existe a possibilidade de um conflito militar na Linha Limite Norte (a fronteira marítima ocidental entre os dois países) e a linha de demarcação militar (que marca o limite terrestre)", disse Moon durante a visita, segundo um comunicado da presidência.

A nomeação de Moon, que chegou ao cargo há poucos dias, coincide com o período de especial tensão na península em razão dos insistentes testes de armas de Pyongyang - o mais recente, o lançamento de um míssil no domingo 14 - e da retórica endurecida da administração Trump em Washington.

Apesar do político liberal ter prometido melhorar os laços com a Coreia do Norte após 10 anos de péssimas relações entre Pyongyang e os governos conservadores de Seul, Moon assegurou que explorará uma dupla via que engloba a manutenção e o respeito às sanções e a dura condenação de seus testes de armas.

Nesse sentido, Moon insistiu que o lançamento de domingo é uma "séria provocação" que viola as resoluções da ONU, e um "sério desafio à paz e à estabilidade global".

Diante de diversos oficiais do Exército, Moon se comprometeu a aumentar a verba destinada ao orçamento de defesa de 2,4% do PIB atual até 3%. Ele também prometeu construir uma nação "responsável por sua própria defesa", disse o comunicado. / EFE

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