Presidente sul-coreano defende reunificação pacífica com o norte

Lee Myung-bak sugere criar imposto para custear uma eventual reunificação no futuro

Efe,

15 de agosto de 2010 | 02h28

SEUL - O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, pediu neste domingo, 15, a desnuclearização da Coreia do Norte para avançar rumo a uma "reunificação pacífica" da península, no 65º aniversário do fim da ocupação japonesa da Coreia (1910-1945).

 

Em discurso televisado pelo 65º aniversário da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, que pôs fim à colonização da Coreia, Lee ressaltou que as duas Coreias devem garantir a segurança na península, para o que é imprescindível a desnuclearização do regime comunista norte-coreano.

 

As relações entre Seul e Pyongyang atravessam um momento de forte tensão por causa do afundamento em março no Mar Amarelo da corveta sul-coreana "Cheonan", no qual morreram 46 marinheiros.

 

O discurso de hoje representa a primeira vez desde o fato do "Cheonan" em que Lee se referiu ao objetivo da reunificação com o Norte, informou a agência local Yonhap.

 

Segundo o presidente sul-coreano, após a desnuclearização do Norte o passo seguinte seria trabalhar para a integração econômica, para depois estabelecer uma comunidade na qual se garantam a liberdade e os direitos de todos os coreanos.

 

Neste sentido, ele disse que Coreia do Sul deve considerar o estabelecimento de um "imposto de unificação" para se preparar para uma eventual reunificação no futuro, que se calcula custaria a Seul cerca de US$ 1,3 trilhão.

 

Também se referiu às relações com o Japão, ainda marcadas pelo peso histórico da brutal ocupação japonesa da península, e disse que Seul e Tóquio devem buscar "medidas concretas" para consolidar suas relações.

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