Presidente taiwanês declara a morte da República da China

Para Chen Shui-bian, nome oficial de Taiwan 'é inaceitável na comunidade internacional'

Efe,

11 de outubro de 2007 | 12h27

O presidente taiwanês, Chen Shui-bian, declarou nesta quinta-feira, 11, a morte da República da China, nome oficial de Taiwan. Chen, em entrevista coletiva, pediu ao opositor Partido Kuomintang (KMT) que reconheça que o "nome República da China é inaceitável na comunidade internacional". O líder taiwanês defendeu abandonar a "fantasia" de República da China, já que o território sobre o qual Taipé tem soberania é apenas Taiwan e as ilhas de Pescadores (Penghu), Quemoy (ou Kinmen) e Matsu, mas não a China. Chen criticou o KMT por enganar os taiwaneses, fazendo com que acreditem que alcançariam o reconhecimento internacional com esse nome. "Dizem o que nem sequer eles acreditam. Já nos enganaram durante décadas, vão continuar fazendo isso?", perguntou. O candidato presidencial do KMT, Ma Ying-jeou, acusou na quarta-feira Chen de "se unir à China comunista para fazer com que a República da China desapareça". Chen disse que Taiwan era uma colônia japonesa quando foi fundada em Nanquim a República da China e que a minuta da Constituição de 1946 também não menciona a ilha como parte do território chinês. O presidente considera que o Exército e o Governo Nacionalista chinês, liderado por Chiang Kai-shek, ocuparam Taiwan pela força. "Foi a existência de Taiwan que permitiu a Chiang Kai-shek continuar seu regime sob a fantasia de República da China", disse. A Constituição taiwanesa, promulgada na China pelo KMT em 1947, depois que Chiang Kai-shek tomou o controle de Taiwan após a derrota do Japão, inclui no território nacional a China, Taiwan e Manchúria Exterior. Como parte de sua campanha para conseguir o reconhecimento internacional da independência de Taiwan, Chen Shui-bian viajou hoje às Ilhas Marshall para assistir à segunda cúpula entre a ilha e seus aliados diplomáticos no Pacífico Sul.

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