Presidente tenta desvincular atos de terror e islamismo

CENÁRIO: Cláudia Trevisan

O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2015 | 02h03

Em seu esforço de desmontar a narrativa que opõe o Ocidente ao Islã, o presidente Barack Obama evitou qualificar como "islâmico" o extremismo tratado na cúpula que reuniu líderes religiosos, ONGs e representantes de 60 países em Washington nos últimos três dias. Mas com o Estado Islâmico (EI) divulgando imagens de reféns degolados e queimados, conservadores dos EUA acusaram o presidente de não nomear o inimigo a ser combatido.

Em seu discurso, na quarta-feira, Obama incluiu o atentado que matou 168 pessoas em Oklahoma entre os exemplos a serem combatidos. A explosão de 1995 foi obra de radicais americanos sem relação com religião. O presidente repete que o EI e outros grupos radicais não têm caráter religioso e devem ser tratados como terroristas.

A resistência do presidente em vincular o extremismo aos muçulmanos enfureceu o senador Ted Cruz, um dos líderes do Tea Party, a direita radical americana. Para Cruz, Obama é um "apologista de terroristas islâmicos radicais".

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