Valentyn Ogirenko/Reuters
Valentyn Ogirenko/Reuters

Presidente troca cúpula de inteligência na Ucrânia

Em meio a preocupação com piora do cenário econômico do país, Yanukovich se reúne com chanceler da UE

O Estado de S. Paulo,

05 de fevereiro de 2014 | 23h07

KIEV - Em meio a uma crise política que já dura quase três meses, o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, trocou na quarta-feira, 5, parte de sua cúpula de segurança e contrainteligência. Ao menos três oficiais foram substituídos, um em âmbito nacional e dois chefes regionais.

No front diplomático, Yanukovich reuniu-se com a chefe de diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton. A desistência de Kiev em assinar um pacto de adesão ao bloco foi o estopim para os protestos.

A principal troca na cúpula de inteligência do governo ucraniano ocorreu no departamento de contrainteligência do Serviço de Segurança estatal. Volodymyr Bik substituiu o antigo diretor Vasil Holyavitski. Os chefes do serviço de segurança nas províncias de Lviv e Volyn, próximas à Europa e foco da oposição a Yanukovich, também foram substituídos. Nenhuma explicação foi dada para essas trocas.

A oposição acusou Yanukovich de tentar ganhar tempo enquanto os protestos começam a afetar a economia do país. A UE e os EUA deram indícios de que podem oferecer ajuda financeira ao país. No encontro de Ashton com Yanukovich, no entanto, não foram divulgados detalhes de uma possível oferta.

Opositores acreditam que o presidente tenta usar a piora econômica para fazer os protestos perderem popularidade. O primeiro-ministro interino, Serhi Arbuzov, já admite que a economia do país passa por momentos difíceis.

"Cada dia de confronto e a falta de vontade de chegar a um compromisso enfraquece o nosso país economicamente", disse Arbuzov em uma reunião de gabinete. "A instabilidade política está colocando pressão no mercado de divisas. Há tensão, apesar da falta de razões econômicas para isso."

Na terça-feira, em um sinal de que está cedendo às pressões dos manifestantes, Yanukovich disse a deputados de sua base de apoio que, se necessário, convocará eleições antecipadas para resolver a crise política.

A antecipação dos votos para presidente e para o Parlamento é a principal exigência do movimento "Euromaidan" - como foi batizada a Praça da Independência, centro da revolta ucraniana.

A proposta seria a segunda medida na lista do chefe de Estado. A primeira é a anistia sob certas condições oferecida aos oposicionistas presos - o projeto de lei foi aprovado pelo Parlamento, mas ainda não entrou em vigor. / EFE e REUTERS

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