Presidente turco faz visita histórica ao Iraque

O presidente da Turquia, Abdullah Gul, pediu maior cooperação à liderança curda iraquiana na prevenção de eventuais ações de rebeldes. O pedido foi feito durante a primeira visita ao Iraque de um chefe de Estado turco em mais de 30 anos. Gul desembarcou hoje no país em um momento de diminuição da violência na região. Porém, pouco após a chegada da autoridade, uma bomba explodiu a oeste da capital iraquiana, matando oito pessoas e ferindo pelo menos dez. Outro atentado em um funeral deixou 15 mortos.

AE-AP, Agencia Estado

23 de março de 2009 | 15h19

A Turquia tem realizado uma série de ataques aéreos cruzando a fronteira contra alvos rebeldes. O país pressiona Bagdá e o governo regional curdo para que impeçam os rebeldes de lançar ataques cruzando a fronteira a partir de suas bases, no norte iraquiano. Os rebeldes lutam por um governo autônomo no sudeste da Turquia desde 1984. O conflito já matou dezenas de milhares de pessoas.

"Nós precisamos nos unir em uma luta conjunta para erradicar completamente o terrorismo", afirmou Gul. Em entrevista coletiva conjunta com o líder turco, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, um curdo, disse que o combate ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) também é do interesse do Iraque. Ele pediu aos rebeldes que deponham suas armas.

Hoje, um suicida se explodiu em um funeral curdo a nordeste de Bagdá. Pelo menos 15 pessoas morreram e 30 ficaram feridas no ataque em Jalula, segundo o coronel Azad Issa, titular de uma delegacia próxima. Horas antes, pelo menos oito pessoas morreram e dez ficaram feridas na explosão de uma bomba ocorrida a oeste de Bagdá, informou a polícia local. Trata-se da segunda explosão em menos de duas semanas na região de Abu Ghraib, nas proximidades da capital.

Área majoritariamente sunita a oeste de Bagdá, Abu Ghraib presenciou uma redução considerável de violência depois que grupos armados locais voltaram-se contra o grupo extremista Al-Qaeda no Iraque. Mas os atentados na região persistem. No último dia 10, um militante suicida provocou a morte de 33 pessoas na região.

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