EFE/Turkish President Press Office
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Governo turco lança onda de prisões contra rede de inimigos

Há dois anos, as autoridades turcas multiplicaram os expurgos, em particular na polícia e no sistema judicial, e a perseguição contra pessoas próximas ao imã Fethullah Gulen, inimigo declarado do presidente

O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2015 | 15h13

Autoridades turcas lançaram nesta sexta-feira, 11, uma vasta operação para prender dezenas de supostos membros da organização liderada pelo imã Fethullah Gulen, inimigo declarado do presidente Recep Tayyip Erdogan, informou a imprensa turca.

O procurador de Ancara, encarregado da investigação sobre a "rede terrorista" dirigida por Gülen, emitiu 65 mandados de prisão para a polícia, que realizou uma série de operações em dez regiões do país, incluindo Ancara, Istambul, Izmir (oeste) e Sanliurfa (sul), informou a agência de notícias Anatolia.

Apenas cinco suspeito haviam sido interrogados, entre os quais um antigo membro do partido no poder, Ilhan Isbilen, segundo a Anatolia, que acrescentou que 43 deles estavam provavelmente no exterior.

A lista de pessoas envolvidas inclui um ex-diretor do jornal Zaman, Ekrem Dumanli, e um dos líderes da holding Koza-Ipek, Akin Ipek, além de professores ​e o diretor de uma faculdade.

Ex-aliado de Erdogan, Gulen, que lidera uma extensa rede de escolas, ONGs e empresas, tornou-se seu "inimigo público número um" desde o escândalo de corrupção no fim de 2013.

O chefe de Estado acusa o pregador de ter criado um "Estado paralelo", destinado a derrubá-lo, o que os "gülenistas" negam.

Há dois anos, as autoridades turcas multiplicaram os expurgos, em particular na polícia e no sistema judicial, e a perseguição contra pessoas próximas a Gülen.

No poder há 13 anos, o partido de Erdogan venceu com folga as eleições legislativas de 1º de novembro na Turquia e recuperou a maioria absoluta dos assentos no Parlamento.

O chefe de Estado reafirmou a sua vontade de acabar com Gülen, que deve ser julgado in absentia em janeiro por "tentativa de golpe". / AFP 

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