Presidente ucraniano anuncia início do cessar-fogo

Poroshenko ordenou que forças militares de Kiev parassem de atirar

O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2015 | 21h08

Os dois lados do conflito no leste da Ucrânia ordenaram neste sábado, 14, que suas forças obedeçam ao cessar-fogo intermediado pelos líderes europeus, que entrou em vigor à meia-noite (20 horas pelo horário de Brasília).

A trégua é vista como uma possível última chance para encerrar o conflito, que matou mais de 5 mil pessoas desde 2013. Mas um acordo anterior, em setembro, entrou em colapso e as dúvidas sobre a implementação desse novo cessar-fogo aumentaram enquanto os dois lados seguiam lutando e discutindo sobre especificidades do acordo.

Em um discurso para os comandantes militares transmitido ao vivo pela televisão, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ordenou que suas forças parassem de atirar a partir da meia-noite, mas advertiu que os intensos combates na proximidade da trégua ameaçavam o processo de paz.

Líderes separatistas também declararam que tinham dado ordens para os combatentes pararem de disparar à meia-noite.

"Todos devem saber que, se falharmos agora em nossos esforços, todas as partes envolvidas na região, mas principalmente as pessoas do leste da Ucrânia - e é isso que conta - vão pagar um preço alto", disse o ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier.

Líderes do Ocidente demonstraram mais uma vez seu apoio ao novo acordo. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, que ajudaram a negociar o acordo em uma maratona de conversas em Minsk, Bielorrússia, telefonaram ao presidente ucraniano neste sábado e prometeram apoio para garantir que o acordo seria cumprido. Os líderes alemão e francês também falaram com o presidente russo, Vladimir Putin, para reforçar a importância do acordo, informou o Kremlin.

O presidente dos EUA, Barack Obama, conversou com Poroshenko neste sábado e os dois concordaram em coordenar medidas caso o cessar-fogo seja violado, disse o porta-voz do presidente ucraniano, pelo Twitter. 

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, por sua vez, telefonou a seu colega russo, Sergei Lavrov, para salientar a importância de observar o acordo, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia. Lavrov também pediu a Kiev para suspender o que Moscou chama de bloqueio econômico das regiões separatistas. /REUTERS e DOW JONES

Tudo o que sabemos sobre:
UcrâniaRússiaMinsk

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.