Presidente ucraniano ordena cessar-fogo onde caiu o voo MH17

Poroshenko estabeleceu que os militares ucranianos não devem fazer operações ou abrir fogo em um raio de 40 Km do local 

O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2014 | 11h16

KIEV - O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, ordenou nesta segunda-feira, 21, o cessar-fogo em um raio de 40 quilômetros ao redor do local onde caiu o Boeing 777 da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo.

"Eu dei a ordem. Os militares ucranianos não devem fazer operações nem abrir fogo em um raio de 40 quilômetros a partir do local da tragédia", disse o líder ucraniano a jornalistas, após visitar a embaixada da Malásia em Kiev.

Andrei Purguin, um dos líderes dos separatistas pró-Rússia de Donetsk, região onde caiu o avião malaio, afirmou que os milicianos garantiram a segurança na região, mas advertiu sobre possíveis embates. "Perto do lugar da tragédia se concentram muitas forças ucranianas. Temo que não se possam evitar escaramuças locais. São possíveis provocações da parte ucraniana."

Poroshenko rebateu e voltou a reiterar que os milicianos que fazem a guarda do local da tragédia, perto da cidade de Grábovo, na região oriental de Donetsk, roubam os pertences das vítimas do acidente, destroem provas e "impedem a comissão de investigação ucraniana de trabalhar".

Os combates entre as forças ucranianas e os separatistas se intensificaram desde a queda do voo MH17 apesar de a comunidade internacional ter pedido uma trégua para investigar as circunstâncias da tragédia.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia, Andrei Lisenko, denunciou que vários tanques e caminhões russos cruzaram a fronteira para apoiar os separatistas que combatem as forças de Kiev.

Segundo Lisenko, uma coluna de blindados e caminhões tentou entrar em território ucraniano por meio da passagem fronteiriça de Izvárino, na região de Luhansk. "Embora a artilharia ucraniana tenha bombardeado a coluna, vários tanques e caminhões conseguiram atravessar a fronteira."

Durante os combates na região de Luhansk, epicentro dos enfrentamentos armados entre os dois lados desde a rendição da cidade de Slaviansk, as forças ucranianas capturaram 35 prisioneiros.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional ressaltou que a maioria dos insurgentes capturados é de cidadãos russos, alguns procedentes do Cáucaso do Norte.

Os combates chegaram nesta segunda a Donetsk, onde pelo menos três pessoas morreram em enfrentamentos na zona ocidental dessa cidade, entre a estação de trens e o aeroporto. /EFE

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