Presidente ucraniano visita Mariupol durante cessar-fogo

O ato é um sinal de apoio aos moradores da área que ainda está sob controle de rebeldes

Estadão Conteúdo

08 de setembro de 2014 | 11h21

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko está visitando a cidade de Mariupol para inspecionar as fábricas e a infraestrutura da cidade, segundo o informe publicado no site da região administrativa de Donetsk. O ato é um sinal de apoio aos moradores em uma das poucas áreas controladas pelo governo na região, ainda sob controle dos rebeldes.

O cessar-fogo entre o governo da Ucrânia e separatistas pró-Rússia parece estar se mantendo nesta segunda-feira, depois de bombardeios violentos em duas cidades durante o fim de semana.

Os confrontos ocorridos no final de semana, próximos ao destruído aeroporto de Donetsk e de Mariupol, onde uma mulher foi morta e três outras foram feridas, provocou dúvidas se o cessar-fogo firmado na sexta-feira iria durar. A Câmara Municipal da cidade de Donetsk disse que moradores ouviram barulho de tiros, mas que não houve registro de ocorrências durante a noite. Autoridades informaram que o transporte público voltará a funcionar na terça-feira.

Os termos de um cessar-fogo incluem a libertação de prisioneiros, mas outros detalhes, como quanta autonomia as áreas controladas por rebeldes nas áreas de Donetsk e Luhansk vão ganhar, continuam indefinidos.

O poder de negociação de Poroshenko foi enfraquecido nas últimas semanas, depois que autoridades ocidentais informaram que uma incursão russa invadiu a fronteira para apoiar rebeldes, ajudando a reverter meses de vitória das forças de Kiev no campo de batalha e deixando-os à beira da derrota.

O primeiro ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, um economista pró-Ocidente que fez críticas à Rússia recentemente, continua fortemente cético quanto à trégua, dizendo não ser possível continuar se a Rússia não se retirar. O país nega ter enviado tropas e ajuda militar para a Ucrânia. "Para a verdadeira trégua ter efeito, há três condições essenciais: a primeira é não atirar. A segunda, que Putin retire seus mercenários, suas armas, seu equipamento. A terceira, que a Ucrânia restaure o controle total de suas fronteiras", afirmou ele em um canal ucraniano de televisão.

O líder separatista Andrei Purgin da autoproclamada República Popular de Donestsk disse à agência de notícias Interfax que espera que as trocas de prisioneiros comecem na quarta-feira. Líderes rebeldes, muitos dos quais querem total independência, disseram que o problema do status legal final de suas regiões seria uma questão para conversas futuras.

Enquanto isso, a Rússia pode enviar um segundo comboio do que chama de ajuda humanitária para o leste da Ucrânia, pela mesma rota que o primeiro comboio entrou em agosto, informou o chefe do serviço fiscal da Ucrânia, Ihor Bilous, à Interfax nesta segunda-feira.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse no último mês que o país estaria pronto para enviar um segundo comboio de ajuda humanitária no fim de agosto. O primeiro comboio foi alvo de protestos de Kiev, o que indica que os caminhões entraram na Ucrânia sem permissão. Fonte: Dow Jones Newswires.

Mais conteúdo sobre:
UcrâniaRússiacessar-fogo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.