Juan Barreto / AFP
Juan Barreto / AFP

Presidentes da Colômbia e Venezuela trocam ofensas em meio à crise na fronteira

Maduro diz que, apesar de tudo, ele é obrigado a dialogar com Santos para resolver questão

O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2015 | 21h41

CARACAS - Os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e da Venezuela, Nicolás Maduro, trocaram nesta quarta-feira fortes ofensas em meio à deterioração das relações entre os países vizinhos, iniciada há três semanas, após uma repressão aos imigrantes do lado da fronteira da Venezuela.

À noite, Maduro disse que, apesar de Santos ter declarado "as piores ofensas da história" contra a Venezuela, ele era obrigado a conversar com o presidente colombiano para "resolver por meio do diálogo" a crise fronteiriça.

Maduro destacou que Santos "rompeu todas as regras básicas do respeito ao modelo venezuelano".

Em uma de suas declarações mais inflamadas, o presidente da Colômbia disse que a revolução socialista lançada há 16 anos pelo ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi autodestrutiva. O presidente da Venezuela respondeu horas depois, dizendo que estava profundamente ofendido.

Anteriormente, Maduro acusou colombianos de controlar operações paramilitares e de contrabando na fronteira.

Apesar das tensões terem se acentuado, os dois presidentes afirmaram que estão abertos ao diálogo. 

Horas antes da troca de ofensas, Maduro havia exortado Santos a "firmar um pacto de paz" para resolver a crise. "Proponho que as duas chancelarias trabalhem para que o presidente Santos e eu firmemos um pacto de paz, convivência e coexistência de modelos políticos, econômicos e humanos entre Colômbia e Venezuela", disse Maduro durante reunião com seus ministros transmitida pela TV.

Na terça-feira, o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, chamou para conversas a chanceler da Venezuela e expressou preocupação com a situação humana na fronteira. Cerca de 20 mil colombianos fugiram da ofensiva contra imigrantes na Venezuela. / AP, EFE e AFP

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