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Coreias marcam cúpula de líderes para 27 de abril

Encontro será realizado em Panmunjom, cenário da assinatura do cessar-fogo da Guerra da Coreia; Kim Jong-un será o primeiro líder norte-coreano a pisar em território sul-coreano desde o fim do conflito

O Estado de S.Paulo

29 Março 2018 | 03h47
Atualizado 29 Março 2018 | 21h05

SEUL - A Coreia do Norte e a Coreia do Sul decidiram marcar para o dia 27 de abril a primeira cúpula entre os dois lados em mais de uma década. As negociações avançaram, segundo autoridades sul-coreanas, após o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se comprometer com a desnuclearização, reduzindo as tensões na região.

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Kim e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, devem se reunir na Zona Desmilitarizada, no vilarejo de Panmunjom. Se isso for confirmado, será a primeira vez que um líder norte-coreano vai ao Sul desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953). O vilarejo foi justamente o cenário da assinatura do armistício. Na reunião, devem ser discutidas a relação entre os dois lados e a desnuclearização.

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De acordo com a versão oficial norte-coreana, o avô e predecessor do atual presidente, Kim Il-sung, entrou várias vezes em Seul durante o conflito, cidade que caiu em duas ocasiões sob o controle das forças norte-coreanas. Os países realizaram duas reuniões de cúpula, em 2000 e em 2007, mas ambas em Pyongyang.

Os Jogos Olímpicos de Inverno, ocorridos na Coreia do Sul, estimularam uma rápida aproximação entre Seul e Pyongyang e deram início a uma fase de distensão, após vários anos de inquietação com os programas balístico e nuclear da Coreia do Norte. 

O chefe da diplomacia chinesa, Yang Jiechi, afirmou ontem que viajará a Seul para informar o presidente sul-coreano sobre os resultados da visita que Kim Jong-un fez a Pequim. 

Kim esteve na China em sigilo, na segunda-feira. Foi sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu o poder, em 2011. A visita marcou o fortalecimento da diplomacia chinesa, que ganhou um novo papel no conflito. 

China e Coreia do Norte são aliados desde que lutaram juntas na Guerra da Coreia. Pequim continua sendo o principal parceiro econômico de Pyongyang, mas as relações bilaterais estavam em crise nos últimos anos, em razão do crescente apoio da China às sanções da ONU, para conter as ambições nucleares norte-coreanas. / AFP e REUTERS

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