Presidentes da Unasul oferecem ajuda ao Haiti

Os presidentes dos países sul-americanos ofereceram ao Haiti, hoje, um amplo plano de ajuda que inclui o envio de maquinário para a construção de casas e escolas, técnicos agrícolas, especialistas em educação e navios cargueiros com alimentos para ajudar o país caribenho atingido por um terremoto em janeiro.

AE-AP, Agencia Estado

09 de fevereiro de 2010 | 20h46

Os presidentes dos países que compõem a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e delegados dos governos da região se reuniram em Quito para propor e adiantar mecanismos de ajuda ao país caribenho. O presidente haitiano René Préval participou do evento como convidado especial.

"É chegada a hora de uma colaboração sul-sul, a ajuda imediata e massiva fornecida pelos países industrializados nem sempre é a mais eficaz, pois boa parte desaparece no médio prazo ou deixa o país sem capacidades locais e com graves distorções", disse o presidente do Equador, Rafael Correa, que está na presidência rotativa da Unasul, ao iniciar a reunião de cúpula.

Ele destacou que "embora tenhamos níveis intoleráveis de pobreza em nossos países, a tragédia haitiana é a tragédia de toda a América Latina, e nossos povos sempre se caracterizaram pela imensa solidariedade." O presidente colombiano Álvaro Uribe também afirmou que está disposto a trabalhar com os credores para que a dívida de US$ 428 milhões do Haiti seja perdoada.

Ele disse também que a Colômbia pode pedir crédito aos organismos multilaterais, "que seria pago pelo governo da Colômbia, para investir o dinheiro exclusivamente no Haiti, tanto na contribuição dos projetos multilaterais como o projeto específico que a Colômbia venha a assumir no país."

Ao chegar ao Palácio de Carondelet, sede do governo, onde se realizou a reunião, o presidente Préval disse que "mais do que as ofertas de médio e longo prazo, como a eliminação da dívida, esta tarde, quando chegar ao Haiti, encontrarei um milhão de pessoas nas ruas que me perguntarão que ajuda consegui. Esta semana choveu duas vezes no Haiti e precisamos de barracas urgentemente", acrescentou.

O presidente do Peru, Alan García, disse que seu país "está disposto a financiar o transporte de máquinas (para construção), de engenheiros" e um navio cargueiro para recolher ajuda nos países do Pacífico e levá-la ao Haiti. Ele acrescentou que também está disposto a "contribuir com US$ 10 milhões para a reconstrução de escolas e para o suprimento de água potável permanentemente em locais a serem indicados pelo presidente do Haiti. E enviaremos os técnicos necessários para ajudar nesse trabalho".

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, ofereceu enviar "técnicos agrícolas, de segurança, saúde e moradia para formar uma secretaria técnica de planejamento interno" com o propósito de revitalizar essas áreas do país caribenho.

O chanceler venezuelano Nicolás Maduro destacou que é preciso fazer esforços em três áreas específicas para ajudar os haitianos: alimentos, fixando uma reserva de alimentos para o país; educação, para garantir que as crianças sigam seu processo escolar; e saúde, por meio de uma campanha intensiva de vacinação.

O embaixador chileno Juan Gabriel Valdez afirmou que a presidente do Chile, Michelle Bachelet, tem planos de visitar o Haiti em 20 de fevereiro não apenas para conversar com seu colega Préval, mas também com líderes de organizações femininas haitianas, que pediram que "ela se torne uma porta-voz internacional das mulheres e meninas do Haiti".

O representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio García, disse que o governante brasileiro programou uma visita a Porto Príncipe no dia 25 de fevereiro.

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