Presidentes já se reuniram três vezes

Ao receber ontem o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff tentou lembrar, com o colega sul-americano, quantas vezes haviam se encontrado desde sua posse, há um mês e meio em Assunção. Era a terceira, um recorde num período tão curto. Dos dois lados, assessores dos chefes de Estado garantem que Dilma e Cartes são só elogios um para o outro. Empresário, Cartes teria uma maneira pragmática que agrada à presidente brasileira, conhecida pelo jeito "gerentão" de administrar.

BASTIDORES: Lisandra Paraguassu , O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2013 | 02h16

Em seu primeiro encontro, em Assunção, na véspera da posse, os dois presidentes conversaram a sós, sem nem mesmo seus chanceleres, por cerca de 40 minutos. No segundo encontro, em Paramaribo, durante a reunião da Unasul, outra longa conversa, para a qual Dilma terminou por levar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Ontem, a presidente esqueceu o protocolo e a hora: estendeu o almoço com Cartes para muito além do horário previsto, a ponto de alguns convidados esquecerem as boas maneiras e começarem a se levantar antes dos chefes de Estado. Quando deveria estar recebendo o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ainda conversava com o paraguaio - as gargalhadas eram frequentes. No Planalto, a reunião foi "calorosa", de acordo com um assessor do presidente paraguaio, sem nenhuma formalidade.

Os encontros devem se repetir em breve. Cartes a convidou, e Dilma aceitou, para ver a inauguração da linha de transmissão de Itaipu a Assunção, no fim de novembro. Uma visita de Estado também está programada para 2014.

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