Preso, comandante pode ser acusado de homicídio

Promotoria quer denunciar capitão também por abandonar o navio antes da retirada de todos os passageiros

PORTO SANTO STEFANO, ITÁLIA, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2012 | 03h01

O capitão do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, de 52 anos, foi detido ontem pelas autoridades que tentam identificar as causas do naufrágio. De acordo com jornais italianos, a promotoria deve acusá-lo de homicídio culposo múltiplo, naufrágio e abandono de barco enquanto muitos passageiros ainda permaneciam a bordo.

A possibilidade de um erro humano ter provocado o incidente não está descartada.

"Houve uma aproximação perigosa (da costa) que provavelmente causou o acidente, mas apenas a investigação comprovará essa hipótese", afirmou o porta-voz da Guarda Costeira italiana, Luciano Nicastro. Segundo algumas versões, o capitão do Costa Concordia saiu da rota original do cruzeiro depois de perceber, a poucos metros de profundidade, grandes rochas que não estavam mapeadas em suas cartas náuticas.

Segundo Nicastro, o comandante optou por uma manobra evasiva, mas não evitou o impacto com recifes e bancos de areia próximos da costa. Outras versões indicam que a tripulação decidiu pela aproximação da costa depois do primeiro impacto, numa tentativa de facilitar a retirada dos passageiros. / AFP

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