Preso número 2 da Al-Qaeda na Arábia Saudita

Na caçada aos extremistas que decapitaramontem o engenheiro americano Paul Johnson, de 49 anos,as forças de segurança sauditas prenderam 12 militantes da redeterrorista Al-Qaeda, incluindo um homem que seria o número 2 daorganização no país, Rakan Mohsen Mohammed Al-Saykhan, disseramhoje autoridades locais.O homem que se denominava líder da Al-Qaeda na Arábia Saudita,Abdulaziz al-Muqrin, de 31 anos, e outros três importantesmilitantes foram mortos em confronto com as forças sauditas nasexta-feira no centro de Riad, poucas horas depois de terem sedesfeito do corpo de Johnson ao norte da capital.A morte de Al-Muqrin e a captura de seu lugar-tenenterepresentam um grande trunfo para as autoridades sauditas, quese empenham em conter a crescente onda de ataques a cidadãos einstalações estrangeiras no país. Maior exportador mundial depetróleo, a Arábia Saudita depende fortemente da mão-de-obraexterna.Para comprovar que Al-Muqrin foi realmente morto, a TV sauditaexibiu hoje fotos do corpo dele e dos outros três militantes,ensangüentados, distribuídas pelo Ministério do Interior. Asautoridades se apressaram em divulgar as fotos, depois de aperícia ter confirmado as identidades, para rebater alegações desites islâmicos de que Al-Muqrin teria escapado.Num comunicado colocado na Internet, a Al-Qaeda sustenta queele está vivo e tal alegação tem apenas o objetivo de "dissuadiros guerreiros sagrados e esmagar seus espíritos". A foto docorpo de Al-Muqrin se parece com sua imagem em vários vídeos,incluindo aquele em que o grupo deu um ultimato de 72 horas parao governo saudita libertar centenas de militantes presos, docontrário executariam Johnson. Al-Moqrin lutou ao lado dosmuçulmanos na Guerra da Bósnia (1992-1995), treinou nos camposda Al-Qaeda no Afeganistão e participou de uma tentativa deassassinato do presidente do Egito, Hosni Mubarak, em 1995, naEtiópia.Johnson foi o terceiro americano morto pelos radicais em dezdias na Arábia Saudita. Ele era casado com uma tailandesa evivia no país havia dez anos. Era empregado da indústria bélicae de aviação Lockheed Martin, encarregado da manutenção doshelicópteros Apache. Ao divulgar na Internet as fotos de Johnson decapitado pelas"Brigadas Faluja da Al-Qaeda na Península Arábica", os radicaisdisseram que ele "provou" do mesmo que os muçulmanosbombardeados pelos Apache de Israel e dos EUA, na Faixa de Gazae no Iraque.

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