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Presos em Negev reclamam da falta de alimentos e dos insetos

A condição de cerca de 500 palestinos detidos em Ketziot, na prisão do deserto de Negev reaberta pelas autoridades israelenses para receber uma parte dos prisioneiros capturados durante a operação militar "Muralha de Defesa", provoca preocupação, afirmou hoje o jornal israelense Haaretz. O diário afirma que alguns advogados israelenses, entre eles Tamar Peleg, conseguiram entrar em Ketziot no início da semana e falaram com 22 detidos. Segundo relato dos advogados, a prisão está subdividida, com grupos espalhados em tendas. As duchas estão situadas ao ar livre, e próximas das latrinas. Os detidos reclamam dos insetos e da escassez de alimentos. Muitos não receberam os uniformes carcerários e vestem as roupas que vestiam quando foram detidos, há cerca de um mês. Segundo Peleg, ao término da visita, os advogados receberam garantias por parte das autoridades do cárcere de que será feito o possível para aliviar os problemas dos prisioneiros.

Agencia Estado,

26 de abril de 2002 | 15h22

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