Presos islâmicos fazem greve de fome e exigem liberdade

Setenta presos islâmicos se declararam em greve de fome para exigir sua libertação, depois de as autoridades egípcias se negarem a cumprir várias sentenças judiciais, informa nesta quinta-feira o jornal "Al-Misri al-Iom".Segundo o jornal, é a segunda vez que os detidos protestam. Suas mães e mulheres enviaram uma carta ao presidente do país, Hosni Mubarak, solicitando sua intervenção para que libertar seus filhos e maridos."A procuradoria demonstrou que nossos parentes detidos não tiveram qualquer relação com os horríveis crimes de al-Azhar. Somos apenas vizinhos dos autores do atentado", diz a nota citada pelo jornal, que faz referência ao atentado do ano passado, perto da mesquita de al-Azhar, no Cairo.Em abril de 2005, a explosão de uma bomba no mercado popular de Khan el-Khalili, no centro turístico do Cairo, matou três pessoas e feriu outras 18.A carta também insiste que os presos não estão envolvidos em nenhum ato de violência e que estão detidos há 15 meses.

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