Presos políticos fazem greve de fome em Mianmar

Os 17 detentos pedem alimentos saudáveis, assistência médica, acesso a livros e a possibilidade de estudar idiomas

EFE,

24 de maio de 2011 | 04h08

BANGCOC - Um grupo de 17 presos políticos está em greve de fome desde domingo, 22, em uma prisão em Mianmar para exigir melhores condições, informou nesta terça-feira, 24, a imprensa da dissidência.

 

Segundo o diário Mizzima, os réus políticos, detidos na prisão de Insein, em Yangun, enviaram uma carta às autoridades para exigir alimentos saudáveis, assistência médica e acesso a livros, assim como a possibilidade de estudar idiomas.

 

Segundo a Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos, de Mianmar, entre os presos há membros da oposição democrática, dissidentes das revoltas estudantis de 1988 e monges que participaram dos protestos de 2007.

 

Os reclusos iniciaram o protesto seis dias depois de as autoridades terem anunciado uma redução geral das penas e a libertação de milhares de réus, dos quais apenas 47 eram prisioneiros políticos.

 

Mianmar, governada por militares desde 1962, realizou, em 7 de novembro do ano passado, as primeiras eleições em duas décadas, que deram passagem a um governo civil, embora dominado por ex-generais.

 

O relator especial da ONU para os Direitos Humanos em Mianmar, Tomás Ojea Quintana, acusou, nesta segunda-feira, o novo poder executivo de fazer pouco para acabar com o trabalho forçado e as execuções extrajudiciais, sobretudo entre as minorias étnicas.

 

Quintana, que desde que assumiu o cargo pede a libertação de todos os presos políticos, se dedicou, na Tailândia, a percorrer os acampamentos com refugiados birmaneses, porque as autoridades de Mianmar lhe impedem de visitar o país desde fevereiro de 2010, data de sua última visita.

 

A chefe do movimento democrático birmanês e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, que passou vários anos sob prisão domiciliar, solicitou à ONU que nomeie um representante permanente para Mianmar.

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