Presos todos os argentinos acusados por juiz espanhol

As autoridades judiciais argentinas comunicaram ao juiz Baltasar Garzón, da Audiência Nacional, a detenção de todos os argentinos reclamados por ele sob acusação de genocídio, terrorismo e tortura durante a ditadura militar argentina (1976-1983). A Justiça argentina aguarda agora pedidos de extradição por parte da Espanha e, ao mesmo tempo, pede a Garzón providências para prisão do ex-líder guerrilheiro argentino Mario Eduardo Firmenich, que está em território espanhol. Segundo as autoridades policiais espanholas, o ex-montonero (corrente marxista do peronismo) residia em Barcelona, na, Catalunha, mas desapareceu quando a Justiça argentina anunciou ter emitido contra ele uma ordem internacional de captura, que deveria ser executada pela Interpol. Ele é acusado de envolvimento na entrega de 20 integrantes de seu próprio movimento aos militares. Garzón havia pedido a prisão de 45 militares e um civil. Em julho, a Justiça argentina informou Madri de que 26 já estavam sob custódia. Hoje, anunciou a prisão de outros 14 e esclareceu que 3 estavam foragidos e 3 haviam morrido. Os prazos para os pedidos de extradição são bastante curtos. Devem chegar até 2 de setembro, quando as primeiras detenções completam 40 dias. Após esse período, não havendo pedidos, eles devem ser postos em liberdade.

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