REUTERS/Paulo Whitaker
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Pressionada por Trump, ONU corta US$ 600 milhões de Operações de Paz

Redução é a maior já aplicada pelas Nações Unidas, mas foi inferior ao pedido da Casa Branca para que os capacetes azuis tivessem um corte de US$ 1 bilhão em seu orçamento

Jamil Chade, CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2017 | 19h07

GENEBRA - Pressionada pelo governo do presidente americano,  Donald Trump, a ONU chegou a um acordo para cortar em US$ 600 milhões o orçamento destinado a suas operações de paz no mundo. A redução é a maior já aplicada pelas Nações Unidas, mas foi inferior ao pedido da Casa Branca para que os capacetes azuis tivessem um corte de US$ 1 bilhão em seu orçamento, cerca de 13% do valor atual destinado aos soldados.

Ao final de semanas de intensas negociações, o corte ficou em 7,2% e deve ser validado na sexta-feira, 30 pela Assembleia Geral da ONU. No lugar de um orçamento de US$ 7,9 bilhões, o total destinado às operações de paz ficou em US$ 7,3 bilhões. 

Um levantamento da entidade apontou que serão as missões em Darfur, Sudão e na República Democrática do Congo que mais sofrerão. No caso de Darfur, uma redução de 40% dos soldados já pode ser votada no Conselho de Segurança da ONU a partir desta quinta-feira. Mas a realidade é que, com o corte, todas as missões da ONU serão afetadas. 

Hoje, os americanos são responsáveis por 28,5% da conta total das operações de paz. Assim que Trump chegou à Casa Branca, sua diplomacia passou a exigir que as missões da ONU fossem alvo de uma revisão financeira. 

A aprovação de um corte vai no sentido contrário ao que o secretário-geral da ONU,  Antonio Guterres, havia proposto. Apesar de defender cortes de gastos na administração da entidade em Nova Iorque e Genebra, o português propunha um aumento dos gastos com os capacetes azuis em mais de US$ 100 milhões. A missão de paz na Costa do Marfim foi encerrada e o mesmo deve ocorrer em outubro com o Haiti, comandado pelo Brasil. 

 

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