Leah Millis/Reuters
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Pressionado, Zuckerberg fala em revisar regras de publicação no Facebook

Mudança na moderação veio depois que mensagem considerada como estímulo à violência publicada por Trump foi alvo de críticas dos próprios funcionários

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2020 | 12h12

SAN FRANCISCO - O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, quer revisar as regras da rede social que permitiram que polêmicas mensagens do presidente dos EUA, Donald Trump, não fossem moderadas após uma semana de protestos e pressão de funcionários.

"Vamos revisar nossas regras que autorizam a discussão e a ameaça do uso da força por um Estado, para ver se devemos aprovar emendas", escreveu Zuckerberg em seu perfil, na sexta-feira (5), em mensagem dirigida a seus funcionários.  "Dada a delicada história dos Estados Unidos, isso requer atenção especial", acrescentou.

Diferentemente do Twitter, o Facebook não interveio em uma mensagem do presidente dos EUA que dizia: "Quando os saques começam, o tiroteio começa", sobre os protestos em apoio a George Floyd que terminaram em distúrbios.

A morte de Floyd, um negro sufocado por um policial branco, em 25 de maio, em Minneapolis, provocou uma onda de mobilizações inéditas em décadas contra a violência policial e o racismo nos Estados Unidos.

"Quero reconhecer que a decisão que tomei na semana passada perturbou, decepcionou, ou machucou muitos de vocês", disse o fundador da rede social.

Nos dias que se seguiram a várias mensagens controversas de Trump, dezenas de funcionários expressaram seu descontentamento - publicamente ou em privado. Na segunda-feira, eles organizaram uma greve virtual e pelo menos dois engenheiros pediram demissão.

"O Facebook fornece uma plataforma que permite aos políticos radicalizarem as pessoas e fazer apologia da violência", protestou um deles, Timothy Aveni.

Em seu texto, Zuckerberg detalhou sete áreas que sua empresa planeja submeter à avaliação, embora tenha especificado "que pode não haver mudanças em todas elas". /AFP

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